Nos últimos anos, vi de perto dezenas de redes de franquia explodirem no Brasil. Em shoppings, em ruas movimentadas, em cidades do interior. É impressionante. Mas nem sempre é sobre produto, ponto ou marca.
O modelo de franquia, no Brasil, é antes de tudo uma grande engenharia de estratégia fiscal. Quem olha só o balcão e o movimento, perde o que está por trás do CNPJ.
A maioria das franqueadoras não está sediada em São Paulo ou nos grandes centros. Estão em cidades com alíquotas baixas, incentivos fiscais e uma estrutura que protege margem desde o início. E não vendem produtos. Vendem serviços: know-how, licenciamento, suporte, manuais, treinamento.
É sobre estrutura. Sobre enxergar onde a operação realmente gera resultado.
Como empresário, entendemos uma coisa cedo: crescer com lucro exige mais do que vender bem. Exige vender certo.
Muita gente monta negócio pensando em vitrine, fachada, ponto com movimento. Mas esquece de olhar para o que consome o lucro silenciosamente: custo tributário mal planejado.
Franquia não é milagre. Mas é, sim, uma prova de como um modelo bem desenhado, do jurídico ao fiscal, pode escalar rápido. Sem depender só de um bom produto ou ponto movimentado.
Isso não quer dizer que todo negócio precise virar franquia. Mas todo negócio precisa entender o que as franquias fazem bem, e adotar a inteligência por trás, não apenas a casca.
Hoje, antes de pensar em onde montar, pensar em como montar. Antes de abrir um ponto, revisar o modelo. E antes de olhar para o faturamento, olhar para a estrutura que vai permitir reter o lucro e escalar com previsibilidade.
Isso não está na vitrine. Mas é o que sustenta quem está nela.
E você, já parou para olhar seu negócio como um investidor olharia uma franquia?
Refletir sobre isso poupa algumas dores de cabeça, e da margem para crescer com mais controle.


